ISITEC é credenciado pelo MEC como instituição de ensino superior

O ISITEC deu o mais importante passo na direção de ser o primeiro curso de ensino superior em Engenharia da Inovação no país. No último dia 1º de novembro, o processo de credenciamento foi concluído, habilitando o Instituto para cursos nessa modalidade.

O credenciamento junto ao MEC consta da Portaria nº 1.068, assinada pelo ministro Aloizio Mercadante e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (4/11). Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP, entidade mantenedora da nova escola, comemora: “Vamos agora poder dar nossa contribuição efetiva para formar mão de obra qualificada. A ideia é oferecer aos estudantes um ensino de excelência, focado na inovação”.

Com instalações já habilitadas para entrar em operação, o ISITEC chega ao mercado portando uma proposta pedagógica arrojada – na qual une sólida formação básica, foco em empregabilidade, parcerias com empresas e estrutura curricular que também permeia negócios e gestão.

Oferta variada

Agora que obteve o credenciamento junto ao MEC, o Instituto trabalhará na estruturação do lançamento da graduação, o que ainda está sem data. Mas em paralelo aos últimos ajustes do projeto, o ISITEC divulgará em breve uma agenda 2014 com cursos de pós-graduação lato sensu, de extensão e livres – com temas de interesse da engenharia e inovação. Seu projeto educacional completo prevê atuação em ensino, pesquisa e educação continuada, com o objetivo de atender também engenheiros já atuantes e outros profissionais em busca de qualificação.

“O credenciamento mostra reconhecimento para um projeto avançado, inovador, tanto na forma quanto no conteúdo, entendendo ser o que o País precisa do ponto de vista de formação e qualificação de engenheiros, respondendo ao que a sociedade, mercado, indústria colocam como necessidades ao desenvolvimento sustentável”, avalia o diretor-geral do ISITEC, Antônio Octaviano.

O presidente do SEESP destaca ainda que se trata do primeiro sindicato a criar uma instituição de ensino superior. “Isso aconteceu devido à crescente necessidade de profissionais especializados nessa carreira, hoje tão promissora”.

O projeto inicial

A proposta do curso de graduação surgiu como reflexo do que foi apontado ainda em 2006 pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em seu projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, o qual conta com a adesão do SEESP e demais sindicatos estaduais filiados à entidade nacional. O documento, que vem sendo atualizado constantemente, indica que é preciso ampliar a demanda por engenheiros para desenvolver o País e assegurar qualidade em sua formação.

Atrelada a essa necessidade, a visão de que esses profissionais devem ter perfil voltado à inovação norteou a criação do ISITEC e constitui um de seus diferenciais.

No processo para credenciamento legal do Instituto junto ao MEC, foram avalizados os documentos relativos tanto à proposta pedagógica quanto à infraestrutura adequada. O Conselho Nacional de Educação nomeou um relator que homologou a proposta e que depois a encaminhou ao Ministro da Educação.

Diferenciais

A ideia do projeto da graduação, conforme José Marques Póvoa, consultor acadêmico do ISITEC, é formar engenheiros “multiespecialistas, que sejam capazes de se especializar em diversas áreas” ao longo de sua carreira.

A proposta audaciosa leva em conta o fato de hoje o mercado ser absolutamente dinâmico, requerendo atualização constante. Caso contrário, diante dos avanços tecnológicos, os conhecimentos adquiridos na faculdade já poderão estar obsoletos na colação de grau.

O novo curso, de cinco anos, pretende fornecer uma base sólida em engenharia, recuperando o conceito original do profissional enquanto “resolvedor de problemas”. “Tendo esse domínio, e estando preparado para continuar a aprender ao longo da vida, esse conseguirá transitar nas diversas áreas.” Com aulas práticas em todos os semestres, Póvoa destaca o caráter integrador do curso. “Não haverá laboratórios separados por disciplina, permitindo ao aluno realizar projetos em várias áreas.”

Equipes de inovação

O consultor acadêmico aponta ainda outros diferenciais na grade curricular. Entre eles, a inclusão – do segundo ao oitavo ano – da disciplina “Design e equipe de inovação”, com a proposta de que o estudante aprenda a trabalhar em equipe desde sua entrada na faculdade, já desenvolvendo projetos.

O Instituto parte agora para a busca de convênios e parcerias com empresas e entidades, como forma de potencializar seus diferenciais. Esse diálogo também enriquecerá os temas e os desafios do mercado de trabalho a serem focados em seus cursos de educação continuada.

Contribuiu para esta edição: Soraya Misleh.