Ministro vê avaliação do CNPq como meio de aperfeiçoar papel da ciência

A evolução da ciência brasileira requer constante aperfeiçoamento dos métodos para medir os resultados dos projetos apoiados pelo governo federal. Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, esse acompanhamento é fundamental para orientar o progresso social e econômico do país. Ele participou, no dia 1º último, da abertura do Seminário de Avaliação dos Bolsistas de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

“Essa iniciativa do CNPq chega em boa hora e tem todo o apoio do ministério”, disse Raupp. “Hoje, os desafios da ciência são muito maiores do que foram em outras épocas. Nós passamos a um grande crescimento da produção científica brasileira e temos que aperfeiçoar permanentemente as estruturas criadas. A gente quer que a ciência contribua na modernização da sociedade e oriente o desenvolvimento econômico do país. Para que ela contribua muito, temos que nos aperfeiçoar cada vez mais, e essa questão da avaliação é crucial.”

Produção científica nacional

O ministro comparou a parcela da produção científica nacional no contexto mundial – por volta de 2,5% – com o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em relação ao do planeta – em torno de 2,4%. “Trabalhando sempre juntos, comunidade científica e governo construíram um sistema produtivo e alcançaram níveis bastante significativos”, afirmou. “Você poderia até dizer que a ciência está do tamanho econômico do Brasil, mas a gente quer mais.”

Raupp recordou períodos em que integrava comitês do CNPq entre as décadas de 1970 e 1980. “A comunidade era muito menor e a gente tinha condições de realmente avaliar”, descreveu. “Eu via pessoas de pouco trabalho, mas de grande qualidade, serem preteridas por pessoas de bastante trabalho e nem tanta qualidade. Mas essa questão se incrementou ao longo do tempo.”

Ao revisar o método de avaliação dos projetos, na opinião do ministro, o CNPq busca o “paradigma da qualidade” sem, no entanto, abrir mão do volume crescente de produção científica. “De um modo geral, o governo – também o Ministério da Educação, além do MCTI – apoia esses desdobramentos que estão ocorrendo e os que vão ocorrer cada dia mais por aqui. Não podemos ficar muito tempo fixados em determinados padrões de avaliação.”

Também participaram da abertura do seminário os presidentes do CNPq, Glaucius Oliva, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Guimarães, e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Gargioni.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação