Ranking mundial de competitividade coloca Brasil na antepenúltima posição

Ranking mundial de competitividade coloca Brasil na antepenúltima posição

POR AGÊNCIA GESTÃO CT&I

O Brasil caiu quatro posições no ranking de países mais competitivos do mundo, ocupando agora o 61º lugar dentre as 63 nações mapeadas pelo Índice de Competitividade Mundial 2017 (World Competitiveness Yearbook). O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (31) pelo International Institute for Management Development (IMD), com sede na Suíça, e pela Fundação Dom Cabral (FDC), escola de negócios brasileira com atuação internacional.

Na América do Sul, o Brasil é considerado o segundo pior país em competitividade, à frente apenas da Venezuela, última no ranking global. Em educação caiu de 51ª para 55ª, em infraestrutura científica retrocedeu de 36ª para 41ª, e nos indicadores tecnológicos se manteve da 51ª posição. No que diz respeito à performance econômica, foi ultrapassado por 17 países nos últimos cinco anos: da 42ª colocação, em 2013, passou para a 59ª, este ano.

O resultado consolida uma tendência gradativa de perda de espaço no cenário competitivo internacional. Depois de atingir sua melhor posição em 2010 (38º lugar), o Brasil figura agora como um dos países menos competitivos do mundo, ao lado de Ucrânia (60ª), Mongólia (62ª) e Venezuela (63ª), nas últimas posições.

“Em comparação a 2010, ano em que ocupou a sua melhor posição, o Brasil apresentou uma perda de aproximadamente 10% em competitividade. A queda apresentada em 2017 não é apenas relativa, mas também absoluta se observada no longo prazo”, explica um dos autores do estudo, o professor Carlos Arruda, da FDC.

No topo do ranking, Hong Kong lidera pelo segundo ano consecutivo, seguido por Suíça e Cingapura, que ao subir uma posição, levou os Estados Unidos a sair das três primeiras posições pela primeira vez na década. Para o professor Arturo Bris, diretor do Centro Mundial de Competitividade do IMD, os indicadores de Hong Kong, Cingapura e Suíça que mais tiveram destaque estão relacionados à eficiência do governo e dos negócios e à produtividade.

“Esses países mantiveram um ambiente favorável às empresas, e incentivam a produtividade. A China, por exemplo, teve melhorias em diversos fatores atribuídas à sua dedicação ao comércio internacional. Isso continua a impulsionar a economia e a melhoria da eficiência do governo e dos negócios”, afirma.

Agitação política e econômica

Arturo Bris acredita que o Brasil, assim como a Ucrânia e a Venezuela, está no final da tabela devido à agitação política e econômica que vive. “É esperado que esses países ocupem estas posições por tudo o que acompanhamos nos noticiários sobre as questões políticas atuais. Mas, estas questões estão na raiz da má eficiência dos governos, e isso diminui as posições no ranking”, enfatiza.

Para ele, em um contexto político abalado e extremamente incerto, é um desafio mover pessoas e recursos em prol de um projeto de nação. “Sob um olhar crítico, temos uma carga de entraves históricos aliada a uma nova carga política e institucional cujo resultado ameaça, como em 1980, encaminhar a economia brasileira para uma década perdida. Este relatório tem por objetivo discutir condições de reverter esse cenário”, completa.

O estudo é publicado desde 1989 pelo IMD. O ranking avalia o perfil dos países com base em quatro pilares. Em performance econômica, o Brasil recuou de 55 para 59. Na eficiência do governo piorou de 61 para 62. Na eficiência empresarial foi de 51 para 49. Na última, que é infraestrutura, caiu de 46 para 51. Os dados utilizados para a edição atual são referentes ao período de janeiro a abril deste ano.

(Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Fundação Dom Cabral)

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